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5 dicas para organizar as finanças sem sofrimento e não ficar endividado

organizar as finanças

Saber como organizar as finanças é importante para não gastar mais do que se ganha e evitar dívidas. Se você não sabe por onde começar e acha que tudo se resume a fazer contas, está enganado. Carol Sandler, dona do site Finanças Femininas, dá dicas básicas para colocar a vida financeira em ordem sem sofrimento.

Além do site, que já existe há quatro anos, Carol é dona de um canal no Youtube que também leva o nome “Finanças Femininas”. “Venho de família empreendedora por todos os lados. Resolvi criar algo ligado a finanças e queria muito falar com o público feminino”, conta.

Quero empoderar a mulherada para que tomem melhores decisões com o dinheiro.

Carol dá boas dicas para quem quer organizar as finanças, mas não sabe pode onde começar. Além de evitar dívidas, o planejamento financeiro é importante para que você consiga realizar seus sonhos, como abrir e manter seu próprio negócio.

Como organizar as finanças

1 – Saiba quanto você gasta

O primeiro erro que você pode cometer é não saber quanto gasta por mês e para onde está indo esse dinheiro. Será que gasta mais com alimentação? Transporte? Sem saber para onde vai a grana, é impossível entender quais gastos são feitos em excesso e quais podem ser cortados.

Se você tiver acesso ao seu banco online (internet banking), entre no site e pegue os extratos dos últimos três meses da sua conta. Caso ainda não tenha acesso, vá até sua agência e peça esses extratos. Isso vai te ajudar a visualizar onde você está gastando o dinheiro.

Depois, divida os gastos em três colunas: gastos essenciais, supérfluos (aqueles que não são necessários) e pagamento de dívidas/dinheiro que sobrou.

Os gastos essenciais são aqueles sem os quais você não vive. Aluguel ou financiamento do imóvel, contas de água, luz, alimentação, transporte e saúde entram nessa categoria, assim como o que mais você julgar realmente indispensável.

Os gastos supérfluos incluem compras, presentes, viagens e passeios. São os pequenos prazeres da vida. Você também pode acrescentar nessa categoria gastos como salão de beleza, por exemplo.

Já a terceira categoria é reservada para o pagamento de dívidas, caso você tenha. Se não tiver dívidas e ainda sobrar dinheiro após gastar com essenciais e supérfluos, o restante deverá ser guardado.

Some os gastos que você teve com cada categoria. O ideal é manter a seguinte proporção: 50% do seu salário deve ser reservado para os gastos essenciais; 30% para os supérfluos e 20% para o pagamento de dívidas ou para serem guardados.

Portanto, se você ganha R$3.000, a conta precisa ser a seguinte: R$ 1.500 devem ser gastos com itens essenciais, como aluguel, alimentação e transporte; R$ 1.000 com supérfluos e R$ 500 com o restante.

“É só pegar os últimos três extratos, somar e dividir. O legal é que quando isso está pronto, você consegue ver onde estão os exageros”, diz. “Gasto é que nem unha, tem que cortar sempre. Olhar os gastos de tempos em tempos é importante para ver no que está gastando demais. Se você está gastando mais do que ganha, está em uma situação muito vulnerável”, completa.

Como cortar gastos

Cortar gastos é relativo, pois depende muito das prioridades de cada um. Mães de filhos pequenos, por exemplo, provavelmente irão gastar mais na farmácia, pois crianças costumam ter problemas recorrentes como resfriados e dores de ouvido. “Procure avaliar se existe uma farmácia mais barata ou se é possível comprar no atacado, para reduzir o valor”, aconselha Carol.

No caso dos supérfluos, o processo deve ser mais radical. Há dois jeitos de reduzir os gastos: reduzir a qualidade ou a frequência. Se você gosta de ir em uma pizzaria cara, faça o passeio menos vezes por mês. Ou opte por um restaurante mais barato.

Carol chama atenção para o perigo de cortar supérfluos. “Normalmente, a gente acha que tem que cortar os supérfluos, mas eles são os mais difíceis de cortar. Por exemplo, parar de ir na manicure é difícil para mim, pois não sei fazer a unha sozinha e gosto de estar sempre com a unha feita”, conta. “Precisa ter um equilíbrio, não dá para sair cortando tudo o que você gosta. Comece a cortar gastos pelos essenciais”, ensina.

Procure não cortar aquilo que irá fazer muita diferença na sua vida – ainda que não seja fundamental como aluguel ou transporte. Se deixar de fazer a unha na manicure irá te fazer sentir mal, não corte esse gasto. Reduza, por exemplo, seu plano de dados do celular, ou troque por um pré-pago.

Caso não esteja assistindo a todos os canais da sua TV a cabo, reduza o pacote e assim por diante. Ou passe a ir em um mercado mais barato para gastar menos com as compras do mês. Tudo isso pode ajudar bastante a cortar gastos e é menos sofrido.

3 – Cuidado com o cartão de crédito

O cartão de crédito é um dos grandes vilões dos endividados. “É que nem carro. Se você souber usar, ele te leva de um lugar pro outro. Se não souber, vira uma arma em sua mão”, alerta Carol.

Hoje, a taxa de juros do cartão de crédito é de 480% ao ano. Se você tem uma dívida de R$500, em um ano já terá crescido para R$2.700. Em dois anos, vira R$14.300.

“Cartão de crédito é para quem é organizado, para quem não costuma fazer compra parcelada. Se você não é, não use no dia a dia. Deixa em casa, guardado na gaveta. Use para fazer compras planejadas, desde que tenha dinheiro para aquilo”, aconselha.

“No dia a dia, gaste em dinheiro ou débito e pague as compras à vista. Parcelamento é muito complicados por juros, mas também por outras questões. Ninguém sabe dizer logo de cara quantas parcelas estão penduradas no cartão. As pessoas olham só para o valor da parcela, e não para a quantidade ou valor total. Por isso, muita gente começa o mês já no vermelho, sem condições de pagar tudo aquilo”, alerta.

4 – Aplicativos X planilhas

Há muitas aplicativos que ajudam a organizar as finanças e mostram quanto você está gastando. Mas Carol prefere a boa e velha planilha do Excel – ou até mesmo lápis e caderninho, anotando todos os gastos feitos.

O aplicativo mostra de forma fácil e instantânea como está a sua situação financeira, mas não te ajuda a analisar tudo aquilo. Em planilhas, é possível ter controle e depois olhar o que os gastos representam. Por exemplo, você pode entender se gastou demais com transporte e quanto precisa economizar no mês seguinte.

Se você quiser usar um programa, Carol indica o gratuito Planilhas Google. Ele permite criar e editar planilhas para diferentes necessidades, que podem ser acessadas no computador ou smartphone, como o Excel, do Microsoft Office.

5 – Casamento deve somar

“O casamento é uma união de duas vidas. Tem todos os planos, os sonhos, a vida romântica. Mas não se esqueça de juntar também a vida financeira do casal”, diz Carol.

Os cônjuges precisam ter conversas francas não só sobre quanto ganham, mas também sobre quanto gastam. O casal pode e precisa se ajudar. Se um deles tem dívida, os dois podem pensar juntos em uma forma de quitá-la. Se tem dinheiro guardado, a lógica é a mesma: podem planejar juntos como usar o montante para comprar casa própria ou ter filhos. O casal deve sentar e discutir se é possível atingir esses objetivos e como fazer isso.

“Se isso não é feito com carinho e respeito, pode descambar para brigas”, afirma Carol. Um dos cônjuges pode acusar o outro de estar gastando muito no shopping ou em bares, por exemplo. Mas se o planejamento financeiro é feito com honestidade e transparência, o casal fica imbatível. “Eles ficam prontos para planejar tudo a dois e realizar os sonhos. Esse é o lado bom do casamento”, finaliza.

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