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Aprenda a calcular quanto custa um funcionário para a sua empresa

quanto custa um funcionário

Por que você precisa ler este artigo?

A folha de pagamento pode quebrar um negócio, caso o empreendedor não saiba calcular corretamente o custo dos funcionários. Aprenda a calcular o salário do seu empregado.

A folha de pagamento é uma das maiores preocupações de empreendedores. Antes de abrir empresa e contratar empregados, saiba calcular quanto custa um funcionário para entender se é possível pagar todo mundo em dia, garantindo a sustentabilidade do negócio.

Na hora de planejar os custos com funcionários, o maior equívoco ocorre ao considerar apenas o salário bruto. Além do pagamento que o trabalhador registrado vai receber, há uma série de encargos que saem do bolso do dono da empresa.

Quanto custa um funcionário?

O contador Vicente Sevilha explica em seus livros “Assim nasce uma empresa” e “Empreendedorismo de sucesso” que os encargos trabalhistas são muitos e podem variar de uma empresa para a outra.

O trabalhador registrado no regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) tem direito a alguns benefícios obrigatórios, como férias remuneradas, décimo terceiro salário e fundo de garantia por tempo de serviço. Ao calcular o salário, é preciso embutir esses valores na quantia gasta mensalmente pela empresa.

A companhia pode, ainda, oferecer outros benefícios, como vale refeição e plano de saúde. Além disso, existem encargos como o Imposto Nacional do Seguro Social (INSS), e outros que podem estar definidos no acordo coletivo de trabalho, feito entre empresas e trabalhadores de cada categoria.

O contador preparou uma tabela que ajuda a entender o custo de um funcionário para a empresa que não é registrada no Simples Nacional, regime tributário simplificado para pequenas empresas.

Veja:

Encargos sociais%
13º salário8,33
Férias11,11
INSS20
Seguro Acidente de Trabalho (SAT)até 3
Salário Educação2,5
Incra / Senai / Sesi / Sebrae3,3
FGTS8
FGTS/Provisão de Multa para Rescição  4
Previdenciário sobre 13º / Férias / DSR  7,93
Total68,18%

 

A tabela acima revela uma realidade que pode assustar empresários e empregados: apenas 32% do que o proprietário paga corresponde efetivamente ao salário do funcionário. Isso sem contabilizar encargos variáveis, como vale-transporte, plano de saúde e auxílio alimentação.

Empresas registradas no Simples Nacional não pagam os encargos referentes ao INSS patronal, salário educação, SAT e contribuições ao Incra, Senai, Sesi ou Sebrae. A tabela fica assim:

Encargos sociais%
13º salário8,33
Férias11,11
FGTS8
FGTS/Provisão de Multa para Rescição  4
Previdenciário sobre 13º / Férias / DSR  7,93
Total39,37%

 

Mais tranquilo, né? Mas ainda assim pesa no orçamento. Quase 40% do dinheiro gasto pelo dono da empresa não vai para o salário do funcionário.

Custo de funcionário prejudica empreendedores

Mesmo para os empresários não registrados no Simples Nacional, o custo do funcionário CLT é um dos entraves para que a empresa se sustente. Como consequência, a alta carga tributária que incide sobre o salário dos trabalhadores pode ser prejudicial, já que freia a criação de novos empregos.

Empresários evitam contratar novos funcionários simplesmente porque não têm dinheiro para remunerá-los. Além disso, o proprietário não pode pagar um salário melhor aos seus empregados devido à alta carga tributária. A principal consequência disso é um grande número de trabalhadores informais no Brasil.

Vale a pena contratar PJ?

O funcionário contratado como PJ (pessoa jurídica) presta um serviço e apresenta nota fiscal. Ele não é contratado com carteira assinada, portanto não recebe os benefícios obrigatórios. A única obrigação que o empreendedor tem é pagar o salário determinado na nota fiscal.

Sevilha observa: “É importante alertar que estes modelos alternativos expõem a empresa contratante a riscos, especialmente os riscos de uma reclamação trabalhista”. Se o funcionário comparece diariamente no local de trabalho ou seu serviço tem características de um empregado com carteira assinada, ele poderá reivindicar na Justiça do Trabalho os direitos que não recebeu por ser prestador de serviço”.

Antes de decidir contratar funcionários, faça os cálculos e analise se os custos cabem dentro do seu orçamento. Se decidir contratar funcionários como PJ, decida se os riscos valem a pena. Para Sevilha, a legislação trabalhista brasileira precisa de uma reforma para trazer melhores condições a funcionários e empregados.

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