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Precificação: dicas de como dar preço aos produtos ou serviços

precificar produtos

Ser empreendedor implica em saber como precificar produtos ou serviços. Afinal, quem é que diz que uma caneta custa R$ 1 e uma mesa de jantar custa R$ 1.000? Antes de montar o seu negócio, você precisa ter em mente uma pergunta: o mundo precisa disso que você está oferecendo? Se a resposta for sim, a próxima pergunta é: o mundo está disposto a pagar por isso? Se a resposta também for sim, então é hora de pensar em como dar preço para seus produtos ou serviços.

A executiva e especialista em finanças Denise Damiani pensou em um diagrama, que contém essas e outras perguntas, que você deve fazer antes de começar o seu próprio negócio. E agora vamos além: o que faz um produto ou serviço custar o que aparece lá na etiqueta?

Segundo Denise, o preço é feito de acordo com o valor que as pessoas estão dispostas a pagar pelo produto ou serviço. Simples assim. “Não existe isso de estimar o preço a partir do custo e da margem de lucro”, afirma a executiva. Um bom exemplo que ela dá é um aparelho de iPhone. Vamos imaginar que um novo custe US$ 800. O custo da fabricação dele não deve ter sido nem US$ 200, afinal a Apple já possui a tecnologia e só precisa replicá-la nos aparelhos. O que acontece é que o iPhone se tornou um produto desejado, cobiçado e, portanto, leva as pessoas a pagarem um valor alto por ele.

Lembra da lei da oferta e da procura? Ela também se aplica. Quanto maior for a procura por um determinado produto ou serviço, maior será o valor dele. Portanto, o preço aplicado tem muito mais a ver com a procura do consumidor do que com o empreendedor. Se a procura cair, o preço também vai acompanhar esse movimento. Imaginar um preço a partir do custo e da margem de lucro não faz mais tanto sentido.

A primeira dica, segundo Denise, para saber como precificar produtos ou serviços é perguntar às pessoas o quanto elas estariam dispostas a pagar pelo que você está oferecendo. “A partir daí, você terá uma ideia de valor. Esqueça os extremos [os valores mais altos e os mais baixos] e fique com os do meio”, diz. Pronto! Você já terá uma ideia de onde começar.

Como precificar produtos de olho na concorrência

A essa altura, você já conhece bem seus concorrentes no mercado. Tire um dia para visitar cada um deles — dos mais próximos, que atendem no mesmo bairro que você, aos mais distantes, que têm estabelecimento no Centro da cidade ou até mesmo em um outro bairro de classe social equivalente.

Nas visitas, você também pode checar o movimento, o atendimento, entre outras coisas, mas se não for possível visitar, ligue ou envie e-mail. “O valor cobrado não pode estar nem muito acima, nem muito abaixo do que o mercado costuma pagar”, ensina Denise.

Lembre-se daquele velho ditado: quando a esmola é demais, o santo desconfia! Então, não faça um preço muito abaixo do que é cobrado no mercado. Além de desvalorizar o seu trabalho e o dos demais, a clientela pode se assustar e nem sequer aparecer, achando que algum problema deve ter em relação aos preços cobrados. Sozinho, mas com muita curiosidade e vontade de acertar, você vai descobrir como precificar seus produtos e serviços da melhor forma. Acredite!

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