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Entenda o sistema monetário brasileiro

moeda de um real em cima de gráfico

O sistema monetário brasileiro é composto por regras e bancos comerciais e estatais responsáveis pela circulação da moeda. Os sistemas monetários costumam ser de responsabilidade de cada país e administrados como parte da política econômica nacional. No Brasil, a moeda vigente é o Real e o banco responsável pela administração e produção de cédulas e notas é o Banco Central. Na Europa, por exemplo, é diferente: existe um sistema transnacional que atende pelo nome de zona do euro pois vários países da mesma região compartilham da mesma moeda.

O sistema monetário brasileiro, tal como os demais em todo o mundo, é organizado em torno de dois componentes: moeda de conta e moeda de pagamento ou real/ideal. O sistema de moeda de conta não existe materialmente, isto é, serve apenas como unidade de cálculo, por meio do qual é anunciado o valor dos produtos ou serviços. Quando se diz que um sorvete custa R$ 2 estamos fazendo uso da moeda enquanto conta. Já a moeda de pagamento ou real/ideal é a que serve como intermediária nas operações, de fato, e é composta por espécies metálicas e notas. Ou seja, no exemplo acima, uma nota de R$ 2, ou duas moedas de R$ 1, oito de R$ ,025 e assim por diante.

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Parte desse sistema bancário, os bancos comerciais e estatais têm a capacidade de criar a chamada moeda escritural (saldo em conta corrente com depósitos à vista), o que permite a realização de transações sem necessidade da utilização de moeda em espécie. A moeda escritural só existe mediante a autorização do Banco Central.

Além deles, existem também os bancos de investimento e associações de poupança e empréstimo, que formam o sistema financeiro não-monetário. Um dos fatores mais importantes nesse sistema financeiro não-monetário é a possibilidade do multiplicador monetário ou efeito multiplicador do crédito, que se traduz na capacidade dos bancos de ampliar a base monetária através do crédito. Por exemplo, vamos imaginar que o banco utiliza parte dos recursos depositados para emprestar a outras pessoas. Esse valor vai retornar ao sistema por meio de depósitos à vista, que podem ou não ser emprestados novamente e assim sucessivamente.

O que pode afetar o sistema monetário brasileiro

Para o funcionamento da economia, os bancos têm um papel dos mais importantes. O Banco Central é responsável por emitir o papel-moeda e controlar a liquidez, ou seja, controlar a velocidade e facilidade com as quais um ativo (bens, valores, etc.) pode ser convertido em caixa. Já os banqueiros “salvam” instituições bancárias em última instância, quando estão a correr perigo e quebrar. Foi o que aconteceu em algumas delas durante a crise econômica de 2008.

Para se ter uma ideia sobre a importância de um sistema monetário, a Grécia, por exemplo, que passa por uma grave crise financeira, manteve seus bancos fechados por vários dias. O motivo era um só: se todos os correntistas decidissem sacar seus recursos de uma vez, as instituições não teriam dinheiro suficiente para pagá-los. O Banco Central grego não possui dinheiro para salvar todos os bancos comerciais de lá. Ou seja, a tal da liquidez.

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