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Melhores fontes de investimento para microempreendedores

investimento financeiro

Conseguir investimento financeiro é um dos sonhos de muitos empreendedores. No Brasil, há opções de acesso a crédito para MEI, mas é preciso avaliar as condições antes de fazer um empréstimo ou se de comprometer com um investidor.

Em palestra no 6º Fórum Empreendedoras, realizado em São Paulo em setembro, os empreendedores Ana Paula Wey, Marcelo Nakagawa e Fernanda de Lima destacaram as principais fontes de financiamento para o microempreendedor. No caso do investimento inicial, os palestrantes chamaram atenção para o fato de que, muitas vezes, é possível começar com pouco.

Fontes de investimento financeiro para MEI

Microcrédito

O empréstimo em bancos é a primeira ideia que surge quando o assunto é o acesso a investimento financeiro. Para o MEI, a melhor opção é o microcrédito, um tipo de empréstimo específico para donos de empresas com baixo faturamento. Essa modalidade traz muitas vantagens, como juros mais baixos (entre 0,4% e 0,6%) e menos burocracia. Comprovar a posse de imóveis, por exemplo, não é necessário.

No entanto, sempre é preciso tomar muito cuidado com empréstimos – mesmo com linhas específicas para microempreendedores. Pegar dinheiro emprestado do banco significa ter que devolvê-lo com juros, o que pode trazer problemas no futuro. Se o retorno financeiro não for suficiente ou se surgir um imprevisto financeiro, a dívida pode virar uma bola de neve e custar muito mais para o empresário.

Os palestrantes afirmam que, para pequenas empresas, o empréstimo que vem do banco é um capital caro. Portanto, vale a pena considerar outras opções antes de recorrer ao banco.

Fundos de investimento

Reúnem investidores interessados em comprar participações em empresas para participar dos lucros. Para os empreendedores, os fundos são uma forma eficiente de financiar o crescimento de um negócio. Geralmente, as empresas que conseguem investimento têm ótimos números para mostrar e boas perspectivas de crescimento. O empresário deve saber fazer um bom pitch para convencer o investidor.

A empreendedora Fernanda de Lima criou seu próprio fundo de investimento ao lado de Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora. Juntas, elas criaram a W55, uma aceleradora para negócios conduzidos pelo sexo feminino. A organização terá um fundo abastecido por investidoras e com foco em empreendedoras.

Investimento anjo

Cuidado para não confundir fundo de investimento com investimento anjo. No caso dos fundos, os investidores apenas aplicam dinheiro na empresa, sem participar da sua rotina. Já o investidor anjo irá acompanha-la muito mais de perto, oferecendo sua experiência própria.

Os investidores anjos são pessoas interessadas em empreendedorismo que investem capital próprio na empresa. Muitas vezes, o investimento é feito em grupo para reduzir os riscos.

Fontes de fomento

Pouca gente sabe, mas fundações que concedem bolsas de estudo para quem faz pesquisas científicas também concedem dinheiro para empresas. A FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), por exemplo, possui o programa PIPE: Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas.

O programa é voltado para micro, pequenas e média empresas que estão desenvolvendo um produto inovador. Ele oferece R$200 mil para fazer o protótipo e, se for bem-sucedido, mais uma boa quantia para escalar o negócio e investir em marketing e vendas.

Segundo os palestrantes, não é preciso criar um robô futurista para conseguir o financiamento. Na maioria das vezes, sobra dinheiro para investir pois pouca gente conhece o projeto. Se você tiver uma ideia de produto, vale a pena se inscrever. Para fazer a inscrição, não é preciso ter CNPJ.

Capital inteligente

Não se trata de uma fonte de financiamento, mas sim de boas práticas que permitem ao empreendedor não precisar de investimento ou dinheiro emprestado. Segundo os palestrantes, muita gente coloca uma barreira financeira para começar a empresa, alegando falta de dinheiro. Mas é possível começar com pouco quando há planejamento, organização e pesquisa.

Os palestrantes também alegam que as planilhas são as melhores amigas do empreendedor. Cuidar bem do fluxo de caixa da empresa garante que pague as contas em dia e até guarde dinheiro para investir no futuro.

Além disso, cada capital tem o seu momento. Pegar um empréstimo é aconselhável quando há previsão de retorno financeiro, enquanto fontes de financiamento governamentais são mais indicadas quando o empreendedor tem uma boa ideia. Já os fundos são mais interessantes quando a empresa está dando frutos e promete crescer bastante nos próximos anos.

Por fim, os palestrantes dão um último conselho: nunca descarte a possibilidade de pegar dinheiro emprestado com amigos ou familiares e estabelecer parcerias com pessoas próximas. Nem sempre funciona, mas em muitos casos pode ser mais interessante do que pegar dinheiro com o banco e passar anos pagando juros.

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