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Projeto Abacaxi: o nano empreendedorismo em comunidades periféricas

projeto abacaxi

Por que você precisa ler este texto?

Todo empreendedor precisa se aperfeiçoar, seja no campo financeiro, jurídico ou psicológico. Conheça o projeto que apoia quem mais precisa: pequenos empreendedores de comunidades vulneráveis.

O empreendedorismo virou moda e, hoje, há um certo glamour em torno das pessoas corajosas que fundam negócios próprios. Mas entre a população de menor renda, empreender é necessidade e significa abrir uma empresa pequena para garantir a subsistência.

A Base Colaborativa, uma organização sem fins lucrativos que potencializa ideias e projetos, criou até um nome para o trabalho dessas pessoas: nano empreendedorismo. Por meio do projeto Abacaxi, a ONG dá suporte para pequenos empreendedores que vivem nas periferias para aumentar a geração de renda das famílias e da comunidade.

O que é Nano Empreendedorismo

Hugo Kovac, líder do projeto Abacaxi, conta que há 50 milhões de empreendedores no Brasil, mas poucas pessoas trabalhando para esses negócios. Isso significa que a maioria das empresas são muito pequenos e existem para que o proprietário possa sobreviver.

“Queremos desmitificar o termo empreendedorismo. Nano é todo mundo que tem uma iniciativa, por menor que seja. São negócios que estão em comunidades periféricas, mais frágeis, que não têm estrutura ou acompanhamento”, explica.

O projeto Abacaxi se foca nos empreendedores que mais precisam de apoio. Segundo Hugo, apenas 5% dos moradores de comunidades periféricas têm acesso ao ensino superior. “Se já é difícil abrir um negócio tendo estrutura e educação, imagina para quem não teve acesso a nada disso. Então apoiamos empresas super pequenas, que enfrentam dificuldades e não têm apoio. Queremos definir esse nicho de mercado”, afirma.

O projeto Abacaxi

O projeto Abacaxi surgiu em 2016, dentro da Base Colaborativa. Até então, os projetos da organização eram mais pontuais e assistencialistas. Os líderes entenderam que era preciso investir em questões estruturais e de longo prazo, para gerar fluxo dentro de comunidades como as paulistanas Capão Redondo e Paraisópolis, além de tribos indígenas do estado de São Paulo.

O projeto Abacaxi apoia o nano empreendedor em quatro pilares: financeiro, marketing, jurídico e psicológico.  O processo com cada empresa dura de seis a nove meses e é desenvolvido em reuniões mensais entre a Base e o empresário.

Segundo Hugo, os quatros pilares representam as principais dificuldades de qualquer empreendedor, independentemente de sua idade ou renda. “Sou administrador, tenho empresa e já prestei consultoria para empresas de grande porte. Conheço um pouco do mercado. As dificuldades de todo empreendedor, seja do Capão ou Vila Olímpia, independente do sexo ou faixa etária, são sempre as mesmas”, afirma Hugo.

Os três primeiros pilares dizem respeito a aprendizados técnicos, como precificar, fazer fluxo de caixa e lidar com mídias sociais. Já a parte psicológica é mais subjetiva. Mas para Hugo, é o item zero.

“Tendemos a analisar os negócios sempre pela parte técnica e esquecemos o humano. Não estou falando de RH, e sim de se conectar com você mesmo, entender seu interior. Se não estiver alinhado, todo o resto desmorona”, defende.

Hoje, o projeto Abacaxi já se envolveu com sete empresas e deve começar a dar apoio para mais cinco em breve. A maioria dos empreendedores apoiados são homens, mas um dos grandes exemplos de sucesso é conduzido por uma mulher. “Uma delas é a Vanessa, proprietária do Mon Petit Bazar. Ajudamos com precificação, fluxo de caixa, sortimento de produto. O negócio teve grande evolução”, conta.

Hugo explica que há alguns critérios para selecionar os empreendedores apoiados, como tempo de dedicação, renda média e estrutura do negócio. No entanto, ser indicado por um membro da comunidade ou por outro empresário já apoiado anteriormete é um grande diferencial.

No próximo ciclo, o projeto vai ajudar uma tribo indígena, localizada no Pico do Jaraguá (São Paulo), cuja cacique é uma mulher. O local tem saneamento básico precário e até pouco tempo, não tinha energia elétrica. No entanto, o principal pedido foi a construção de uma casa de reza para receber o pajé na tribo. “Se o pajé não abençoa a terra, é como se ela não fosse certificada. Isso é muito importante para a terra deles”, afirma.

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