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Como adotar um comportamento empreendedor equilibrado e saudável

comportamento empreendedor

Por que você precisa ler este texto?

Muitos empreendedores ficam com o psicológico abalado pela responsabilidade de manter a empresa, sustentar a família e pagar os funcionários. Saiba como cuidar da saúde e do negócio.

Ter uma empresa é uma tarefa que exige muito, principalmente do pequeno empresário: tempo, dinheiro, disposição, responsabilidade, compromisso e mais. A tarefa pode ser desgastante, abalar o psicológico e deixá-lo deprimido. Por isso, é preciso adotar um comportamento empreendedor baseado no equilíbrio e também no planejamento.

Para Ana Coelho, fundadora do Lounge Empreendedor, a estabilidade emocional é um dos pilares fundamentais para que a empresa seja bem-sucedida. Ela construiu sua carreira no SEBRAE, uma das instituições responsáveis pela disseminação do empreendedorismo no Brasil. Hoje atua como coach, auxiliando quem está no processo de fundação e crescimento da empresa.

Ana conta que trabalha tanto com questões técnicas, quanto psicológicas. No caso dos empreendedores que estão começando, é preciso promover uma mudança de comportamento. Geralmente, eles vêm da universidade, onde tudo é idealizado, ou eram funcionários em empresas tradicionais e têm uma ideia romantizada do que é o empreendedorismo.

Quando enfrentam a realidade dura de abrir uma empresa, nem sempre estão preparados para lidar com todos os problemas e frustrações. “Primeiro, é preciso adotar o pensamento de dono. Quando você assume isso, precisa entender que não vai existir um chefe para te empurrar. Por isso mesmo você tem que trabalhar com qualidade e estar ciente de todos os riscos que vai assumir”, afirma.

O empreendedorismo pode ser frustrante

Descobrir que o empreendedorismo não é o mundo de liberdade imaginado por funcionários que batem cartão é a primeira frustração a lidar. “Criou-se o ideal de que o empreendedorismo é uma válvula de escape que vai salvar o mundo. Mas é preciso ter um perfil e comportamento empreendedor adequados para obter sucesso”, explica.

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Foto: Istock/Getty Images

Segundo Ana, 60% dos negócios fecham no primeiro ano de vida. Isso é tanto culpa da falta de preparo, quanto do cenário econômico. O dono de empresa precisa lidar com instabilidade, insegurança, enfrentamento de risco e com menos tempo livre ainda. Afinal, a responsabilidade é toda dele. Além disso, os pequenos negócios costumam ser tocados por uma pessoa ou por um time muito reduzido, o que aumenta as obrigações e diminui o tempo para férias e descanso.

O empreendedor se sente responsável pelos funcionários e pela própria família, o que gera uma pressão muito grande. O resultado é uma ansiedade que pode prejudicar seu rendimento e o futuro da empresa.

De nada adianta ter um grande plano de marketing e uma boa estratégia de fluxo de caixa se o dono de empresa se descabela toda vez que enfrenta um problema. “Trabalhar competências emocionais é fundamental para um bom resultado de negócio. Não é à toa que a gente diz que a inteligência emocional é tão importante quanto o QI da pessoa. É uma verdade absoluta”, afirma.

Como trabalhar o comportamento empreendedor

O bom planejamento é um ponto fundamental para manter o psicológico equilibrado. “Quando você atira muito no escuro, a insegurança é muito maior”, opina.

O ideal é que o empreendedor conheça muito bem o mercado onde vai entrar antes de abrir a empresa. Se vai abrir um pet shop, não deve ter conhecimento só sobre animais, mas também sobre gestão financeira, legislação e muito mais. O mesmo serve para abrir um minimercado, um salão de beleza e qualquer outro tipo de negócio.

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Foto: Istock/Getty Images

Com o conhecimento em mãos, fica mais fácil de se planejar. Fazendo uma previsão de gastos e riscos, o choque é reduzido quando algo dá errado. O lado emocional fica menos desestabilizado pelos imprevistos.

Outra boa dica que poucos empreendedores respeitam é procurar ajuda. Ana conta que ouve muita gente reclamando que empreender é solitário. E é mesmo. Mas para lidar com isso, é preciso buscar o apoio de mentores, psicólogos, amigos, familiares e quem mais possa ajudá-lo a trilhar seu caminho.

Por fim, há as dicas práticas, que são fundamentais. “Antes de dar a cara a tapa e abrir uma empresa, procure estruturá-la bem. Errar não faz mal, mas se algo der errado, corrija rápido. Por isso também falo da resiliência”, afirma Ana. “É a capacidade de errar – o que é comum e necessário – mas corrigir muito rápido pois o mercado é dinâmico”, completa.

O conselho final é não mergulhar de cara no negócio e esquecer de viver. Isso acontece principalmente com quem está em um estágio inicial e se preocupada demasiadamente. Acaba esquecendo de praticar um esporte, ficar com a família ou de fazer alguma atividade que gosta por hobby.

“É importante que tenha uma válvula de escape. Muitas vezes,  o negócio existe para satisfazer um desejo pessoal ou para aproveitar uma oportunidade de mercado que foi identificada. Mas é importante que não se deixe de viver. A pressão que se faz pelo resultado pode levar o empreendedor a perder seu ponto de equilíbrio muito rápido”, finaliza.

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