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Rede Asta promove o trabalho de artesãs de regiões de baixa renda

Loja da Rede Asta

A Rede Asta é um negócio social que reúne uma série de produtos feitos à mão por artesãs de regiões de baixa renda. Há mais de 10 anos, ela procura transformar artesãs em empreendedoras, atuando no empoderamento dessas mulheres por meio de treinamentos e criação de canais de venda. A produção é vendida no site e em lojas físicas no Rio de Janeiro. A Rede Asta foi fundada pelas empreendedoras Alice Freitas e Rachel Schettino, que são apaixonadas pelo artesanato sustentável e sempre lutaram pelo empoderamento feminino.

meninas da rede asta com camiseta preta

Foto: Divulgação

Elas são responsáveis por orientar as artesãs a respeito das principais tendências do mercado. Por sua vez, as artesãs utilizam materiais doados por indústrias parceiras, em geral, jornais, tecidos, banners, garrafas PET. A partir deles, objetos criativos e de muito bom gosto começam a ganhar vida, tais como almofadas, bolsas, acessórios e produtos de decoração. Uma das técnicas usadas pelas artesãs é o upcycling, que consiste em reaproveitar os resíduos para criar um produto novo, sem destruir a matéria-prima.

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Atualmente trabalham para a Rede Asta cerca de 60 grupos de mulheres de 10 estados brasileiros, em sua maioria localizados em regiões de baixo poder aquisitivo. Uma das grandes sacadas do negócio foi utilizar resíduos das empresas para criar brindes para seus próprios funcionários e clientes. Por exemplo, a partir de 30 m² de lona dos postos Ipiranga foram produzidos brindes para os clientes. Em outro caso, uniformes da Oi, empresa de telefonia, que seriam incinerados, foram transformados em bolsas para os funcionários. O trabalho de produção sai a baixo custo e o preço fica competitivo com os chineses, que vêm dominando o mercado de brindes há algum tempo.

artesãs da rede asta

Foto: Divulgação

Rede Asta: dicas para quem quer abrir um negócio social

Ao desenvolver produtos para grandes marcas, a Rede Asta ampliou seu mercado de cresceu. Chegou a atender uma demanda de até 30 mil peças, que acabou movimentando 19 grupos em diversas cidades ao mesmo tempo. Só no ano passado, a renda gerada para os grupos de artesãs foi de R$ 917 mil. Isso fez com que o modelo de trabalho que Alice e Rachel criaram com a Rede Asta fosse reconhecido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD, da ONU). Ele foi reconhecido por integrar e respeitar o meio ambiente, ao mesmo tempo em que promove a inclusão social.

Para apostar em um negócio social é preciso ter paciência e perseverança. Alice contou em entrevista ao site Free the Essence que levou dois anos e meio para que começasse a ganhar um salário. E, além disso, teve de investir do próprio bolso. Se você acha que pode ser feliz ganhando o suficiente e ajudando os outros, então o negócio social é para você, segundo ela. O segredo nessa área é não ter medo de experimentar e se arriscar. Se você já está nesse caminho e sente prazer no que faz, siga em frente! Os frutos serão colhidos, cedo ou tarde.  

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