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Por que seu negócio também pode ser uma startup, mesmo não sendo de tecnologia

mulher entregando salada para outra mulher de blusa branca

Você já deve ter ouvido falar em startup. É normal ouvir o termo em eventos ou em sites de tecnologia, mas não se engane: startup não precisa ser de tecnologia.

Esqueça a imagem que normalmente associam a essa palavra. Startup é muito mais do que dois caras de óculos em frente a um computador em uma garagem. Mas também não vale se confundir: nem toda pequena empresa é uma startup.

Para te explicar por que não necessariamente uma startup é de tecnologia ou de internet, vamos precisar conversar um pouco mais sobre a palavra e como ela é usada de diferentes formas hoje.

Leia mais: As diferenças entre uma startup e uma empresa tradicional

Entenda melhor a definição de startup

Aqui no Meu Negócio Brilhante nós definimos startup como “toda e qualquer empresa pequena, em período inicial, que tem uma ideia de produto ou serviço diferente e inovadora”. É normal que o dinheiro investido no começo seja baixo, mas que o lucro depois também seja alto. Em compensação, o risco de não dar certo também é alto.

A definição é bastante parecida com a de Eric Ries, autor do best-seller “A Startup Enxuta”, e um dos maiores especialistas no assunto. Ele define startup como: “uma instituição humana criada para entregar um novo produto ou serviço em condições de extrema incerteza”.

Qualquer grupo de pessoas que estiver procurando por um modelo de negócios que seja inovador, esteja querendo mudar realmente as regras do jogo, e que sabe que para dar certo vai ter que enfrentar vários riscos, pode ter uma startup. E nesse cenário entram várias empresas de tecnologia.

Pense no cara que criou uma forma diferente de entregar pãezinhos no seu bairro ou na moça que criou um serviço de manicure completamente diferente. Todos eles podem ser uma startup, desde que se enquadrem nesse cenário que acabamos de te mostrar.

mulher colocando salada dentro de pote de vidro

Foto: Istock/Getty Images

Mas, então, por que startups normalmente são associadas a empresas de tecnologia? Um outro autor, Steve Blank, em vários comentários interessantes sobre empreendedorismodefine startup como “uma organização criada para procurar por um modelo de negócios escalável e repetível”.

Ele está se referindo a empresas que conseguem dobrar seu lucro sem precisar dobrar o investimento. É o caso do Facebook, por exemplo. Se em um ano a rede social conseguir o triplo de usuários, ela provavelmente terá quase o triplo de lucro, afinal, ela mostrará propagandas para três vezes mais gente. Mas não precisará triplicar os investimentos dela.

Para ter um negócio que se escala e repete tão rapidamente, a tecnologia e a internet podem ajudar, mas não é um fator obrigatório. É possível que você tenha uma ideia que dispensa qualquer tecnologia, seja arriscada, super inovadora, e que se der certo, também te dará bastante dinheiro.

Como pensar do jeito startup?

Bacana, agora você sabe que seu negócio talvez seja uma startup. O que muda? A diferença é que agora você pode começar a usar algumas dicas comuns a empreendedores de startups, que são um pouco diferentes, já que estão em um cenário mais intenso e arriscado, no qual é preciso ser rápido para agir.

Nesse sentido, uma das mais importantes dicas que você irá ouvir é: “comece sem medo de errar”. Tem muito a ver com o conceito de “Startup enxuta” ou lean startup, de Eric Ries. A ideia por trás desse conceito é: você só aprenderá colocando a mão na massa. Então, em vez de gastar muito tempo planejando e calculando os detalhes, com medo de não dar certo, se joga.

É claro que entrar no mercado sem medo de errar não significa que você fará isso de qualquer maneira. Pelo contrário: deverá redobrar sua atenção para poder aprender rapidamente com os erros. Assim, poderá mudar e evoluir na mesma velocidade.

Além disso, provavelmente você precisará começar com pouco dinheiro. Nesse caso, mesmo com pouca verba, precisará agir rápido. Por isso, precisará criar um MVP (Produto Mínimo Viável, na sigla em inglês). É um protótipo que te ajuda a estudar seu produto e descobrir rapidamente o que dará certo ou não.

O importante aqui é ter claro que o MVP é um produto que, apesar de simples e inicial, deve funcionar direitinho. Pense da seguinte forma: um carro sem rodas não é um MVP, é apenas um produto inacabado. Já um skate é um MVP de um carro: ele é muito mais simples, mas funciona em tudo o que promete.

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