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Mulheres que fazem manutenção ganham o mercado

mulher pintando parede de casa

De uns anos para cá, dezenas de serviços que normalmente eram feitos por homens agora são realizados por mulheres também. Isso acaba com aquele preconceito que diz que trabalhos encarados como “pesados” não podem ser feitos pelo público feminino. Mulheres que fazem manutenção tanto de casas, quanto de empresas estão ganhando cada vez mais o mercado, sendo contratadas especialmente por outras mulheres. É uma forma de se sentir segura ao solicitar um tipo de serviço, como pintura, elétrica ou alvenaria, sem a presença de algum homem em casa ou no trabalho (sabemos que ainda vivemos em um país machista).

Já escrevemos aqui sobre as Mulheres que Constroem que, desde 2012, dão cursos de alvenaria, assentamento de pisos, elétrica predial, gesso e drywall, hidráulica e pintura para o público feminino. As mulheres ganham mais na área da construção civil do que como faxineiras ou auxiliares administrativas, por isso esse mercado tem crescido de forma rápida. Muitas delas usam os cursos para resolverem o serviço dentro de casa mesmo, o que já ajuda na economia. Além de ser muito interessante, aprender a trabalhar com elétrica ou hidráulica e fazer um serviço bem feito pode render muitas indicações e garantir uma boa renda por mês.

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Também em São Paulo, a M’Ana – Mulher Conserta pra Mulher atua desde 2015 com serviços de manutenção doméstica. Elas realizam trabalhos como colocação de quadros, pintura e problemas básicos de elétrica e hidráulica, entre outros. De tempos em tempos, elas também oferecem cursos para capacitar mulheres para que possam resolver pequenos problemas dentro de casa sozinhas. As aulas acontecem no bairro da Vila Madalena e são divididas por módulos (você pode escolher quantos módulos vai fazer). Mais informações estão aqui. Na página do Facebook, as M’Anas também dão dicas sobre, por exemplo, quais são as ferramentas essenciais para se ter em casa.

Mulheres que fazem manutenção no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a Isís Pioneli Lorete abriu um negócio desse tipo chamado Ela Repara. Aos 26 anos, formada em Mecânica Industrial na Cefet-Maracanã, Isís chegou a fazer estágio na Ambev, mas acabou não sendo contratada, segundo ela, “porque o chefe do meu setor disse que o serviço era muito pesado e que eu não iria aguentar”. Puro preconceito. A garota faz todo tipo de serviço, menos colocação de piso. No boca-a-boca, tem garantido uma série de clientes na capital fluminense. Ainda mais depois que uma jornalista a contratou e contou um pouco de sua história no Facebook. Se o negócio começar mesmo a crescer (o que já está acontecendo), Isís pretende incluir a irmã no serviço, que também já fez Cefet e agora estuda Arquitetura na Universidade Federal Fluminense (UFF). Além de atender principalmente mulheres, ela dá preferência a idosos também.

Segundo algumas pesquisas realizadas na área, as mulheres costumam ser mais pontuais e comprometidas com o trabalho do que os homens. Esses também têm sido os motivos de elas serem cada vez mais contratadas para serviços da construção civil. As mulheres têm muito o que comemorar — e brilhar!

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