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Por que ser ‘mãe solo’ é diferente de ser ‘mãe solteira’

Hel Mother e seu filho almoçando

Existem alguns termos que precisam ser desconstruídos e reinventados, ainda mais se eles forem ligados a uma cultura machista ainda presente em nossa sociedade. Um desses termos é “mãe solteira”. Afinal, ser mãe é um estado civil? E por que é, então, que para falar de uma mãe que cria o filho sem o pai por perto é a chamamos de solteira? Já parou para pensar o motivo do termo “pai solteiro” quase não ser usado? Será que é porque é muito mais comum ver mulheres criando seus filhos sem os pais do que o contrário? E quem foi que disse que a responsabilidade da criação tem de ser só da mãe? A brasiliense Helen Ramos criou um canal no YouTube chamado Hel Mother, onde trata sobre diversas questões relacionadas à maternidade, entre elas, a diferença entre ser “mãe solo” e “mãe solteira”.

Ela mesma se intitula uma mãe solo. Mãe de Caetano, de 2 anos e meio, Helen propôs que todos façamos esta reflexão em torno das mães que não podem contar com os pais de seus filhos na criação e educação deles, sejam elas mulheres que decidiram ter produção independente ou que se separaram no meio do processo, que sabiam desde o início da gravidez que estariam sozinhas nessa ou que adotaram por livre e espontânea vontade, entre outras.

“Tem gente que fala: ‘ah, mas ela escolheu se separar do marido’ ou ‘ela escolheu terminar o namoro ainda grávida’. Sim, ela escolheu não estar com o companheiro, mas ser mãe solo e criar o filho na maioria do tempo com as maiores responsabilidades, eu tenho certeza absoluta que não”, diz Helen no vídeo.

Todos sabemos que ter um filho não é fácil. Criá-lo sozinha é ainda mais desafiador. Helen fala sobre como o cansaço abate praticamente todas as mães, principalmente as dessa categoria “solo”, pois têm de trabalhar e ainda dar conta de todas as responsabilidades em torno do filho sozinha.

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E Helen ainda dá uma dica para quem ainda não teve filho e deseja ajudar a mudar essa visão. “Se você tem um amigo que é pai e é ausente (…), faça um teste e pergunte do dia-a-dia dele com o filho: dançou na festa junina? Começou a andar quando? O que gosta de comer? Perceba se ele vai engasgar ou está mentindo”, desafia Helen, que ainda diz que ficar com o filho somente nos fins de semana pode não ser suficiente. “Será que ele já pensou em ficar com o filho durante a semana? Será que já passou pela cabeça dele que a mãe também deseja voltar ao mercado de trabalho?”

Além de uma reflexão, o que Helen propõe com o vídeo é fazer com que os pais se sintam tão responsáveis pela educação de seus filhos quanto as mães, independentemente se eles continuam casados ou não. Dividir os afazeres e responsabilidades dos filhos em 50/50 é tão justo quanto necessário. Os filhos vão agradecer (e muito!).

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