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O que é dívida boa e qual sua importância para o empreendedor

dívida

Por que você precisa ler este texto?

Investir na sua educação, impulsionar o seu negócio ou financiar um imóvel com taxas de juros baixas são exemplos de dívidas que podem ser boas. Saiba como o empreendedor pode se beneficiar delas.

Ficar endividado é uma situação temida por grande parte dos brasileiros, que preferem evitá-la a qualquer custo. No entanto, nem toda dívida é ruim. Em algumas situações, contraí-la pode significar fazer um investimento que trará retorno positivo no futuro.

Dívida boa é aquela feita para garantir um patrimônio ou uma renda futura”, diz a coach de finanças pessoais para mulheres Evelin Ribeiro. “Um bom exemplo é a educação: sempre vale a pena investir na própria capacitação, uma vez que isso lhe dará oportunidade de renda maior no futuro”, afirma.

Contrair a dívida boa é uma forma de investir no próprio futuro, para ter maior retorno financeiro ou construir um patrimônio. Adquirir um imóvel por meio de financiamento ou investir na própria empresa – desde que as parcelas caibam no bolso e os juros não sejam muito altos – são bons exemplos de dívida boa.

Como identificar a dívida boa e qual sua importância para o empreendedor

A dívida irá “se pagar” no futuro? As taxas de juro são muito altas? Como ela irá me beneficiar? Para entender se uma dívida é boa ou ruim, é preciso responder essas e outras perguntas primeiro.

Investir no próprio negócio pode elevar sua produtividade e tornar sua empresa, produto ou serviço, mais conhecido. Melhorar a qualidade da sua entrega, por exemplo, irá fidelizar clientes e tornar seu negócio mais sólido. Ou seja, é um investimento que trará maiores resultados no futuro e irá “se pagar”, já que o dinheiro investido retorna no curto ou médio prazo.

Para garantir que o investimento irá trazer retorno e não prejudicar as finanças da empresa, é preciso planejá-lo com sabedoria. Receber ajuda de alguém capacitado e isento ajuda a fazer boas escolhas.

“Quando você se endivida de maneira planejada, dentro de um patamar seguro, para investir no próprio negócio, você está fazendo sua empresa crescer numa velocidade que seria muito difícil alcançar organicamente, ou seja, apenas com os resultados do próprio faturamento, sem recorrer ao crédito”, diz Evelin. “É um bom caminho para levar o negócio a um novo patamar”, completa.

Dívidas que cobram taxas de juros muito altas ou que não trazem benefício concreto a longo prazo são as chamadas dívidas ruins. Endividar-se para comprar um carro, por exemplo, pode ser uma má escolha. Afinal, além de pagar o financiamento, há os gastos com licenciamento, combustível, estacionamento e manutenção. “Dívidas que trarão mais retorno no futuro são boas. Dívidas que só consomem seu patrimônio, são ruins”, afirma a coach.

Para o empreendedor, Evelin dá outra dica: geralmente, pessoas jurídicas conseguem acessar linhas de crédito com juros inferiores aos disponíveis para pessoa física. Por isso, formalizar o seu negócio é sempre uma vantagem.

Como evitar dívidas ruins?

O principal passo é planejar. “Quando planejamos, sabemos exatamente qual nível de endividamento conseguimos tolerar sem elevar demais nosso estresse”, diz Evelin. “Também identificamos os ‘gargalos’ do nosso negócio, ou seja, onde exatamente ele precisa receber um aporte para melhorar o resultado total”.

Decisões precipitadas e sem planejamento geralmente levam a escolhas ruins. A própria Evelin sentiu isso na pele quando passou por uma fase de descontrole financeiro. Decidiu investir em si mesma e juntou dinheiro para fazer intercâmbio em Londres durante um mês.

Havia se planejado direitinho para pagar o curso de inglês, hospedagem e custos com alimentação e transporte. Mas acabou se descontrolando nos gastos extras e voltou ao Brasil com uma dívida enorme no cartão de crédito — compras feitas em libra, uma das moedas mais caras do mundo!

Na época, era formada em jornalismo, já tinha feito uma especialização em economia e começado um blog sobre finanças pessoais. Mesmo assim, levou um bom tempo sofrendo com as consequências do descontrole. Decidiu que nunca mais passaria por esse tipo de situação.

“Isso prova que problemas com dívidas são muito mais emocionais do que falta de conhecimento. Depois que coloquei minhas contas em dia e fiz as pazes com meu planejamento de longo prazo, resolvi ajudar profissionalmente outras mulheres que precisam fazer pequenos ajustes em seus comportamentos”, diz.

“Ter dívida não é essencialmente ruim desde que exista um propósito e esteja dentro de um planejamento que vai garantir que você a honre. Ou seja, não vai te deixar inadimplente”, finaliza.

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