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Entenda a questão da desigualdade salarial entre homens e mulheres

desigualdade salarial

Por que você precisa ler este texto?

Você sabia que mulheres ganham menos do que os homens? Entenda por que isso acontece e o que você pode fazer para mudar essa realidade.

Homens e mulheres ainda não ganham o mesmo. A desigualdade salarial entre os gêneros é um problema reconhecido pela ONU e toda mulher deve saber que ele existe para reivindicar um pagamento justo para si e para fazer a diferença na vida de outras pessoas sempre que possível.

Segundo a ONU, mulheres recebem, em média, US$ 0,79 centavos (77 centavos de dólar) para cada US$ 1 (um dólar) recebido por um homem. A desigualdade salarial ocorre em todos os países por vários motivos: o trabalho feminino é desvalorizado, mulheres exercem tarefas que pagam pior e ocupam menos cargos de chefia.

Para mulheres negras, imigrantes e mães, a situação é ainda mais crítica. Nos Estados Unidos, que é um país menos desigual que o Brasil, mulheres negras ganha US$ 0,66, mulheres indígenas US$ 0,59, e mulheres de origem latina recebem US$ 0,55 centavos para cada US$ 1 (um dólar) que um homem americano branco recebe por seu trabalho. Além disso, a chamada “penalidade da maternidade” empurra muitas mães para a economia informal e para atividades em tempo parcial. Além disso, essa desigualdade é maior em países em desenvolvimento, como o Brasil.

Uma pesquisa feita pelo site Politize! revela que brasileiras ganham, em média, R$1.217. Enquanto isso, homens ganham o salário médio de R$1.673. Além disso, 63% das pessoas mais ricas do Brasil são do sexo masculino. Para piorar, a parcela 1% mais rica do país é 72% formada por homens. É desigualdade social e de gênero que não acaba mais por aqui.

Ainda assim, as mulheres estudam mais do que os homens e têm mais diplomas de ensino superior. Porém, mesmo em profissões como arquitetura e medicina, que exigem a graduação, o salário dos homens é bem mais alto.

Por que mulheres ganham menos do que homens?

Segundo uma pesquisa feita pelo Institute for Women’s Policy Research (IWPR na sigla em inglês ou Instituto para a Investigação de Políticas para as Mulheres, na tradução livre para o português), as razões para a desigualdade salarial entre homens e mulheres são muitas. Independente do nível de qualificação, serviços predominantemente realizados por mulheres pagam menos do que os realizados por homens.

Nas últimas décadas, mulheres avançaram e passaram a ocupar cargos que eram apenas destinado aos homens. Mas outras áreas fizeram pouco progresso e continuam com um grande abismo entre funcionários do sexo masculino e do sexo feminino, como a construção civil e o desenvolvimento de sistemas. Essa segregação ocupacional — mulheres estarem mais presentes em certas profissões, enquanto homens estão mais presentes em outras — é uma das razões para a existência da desigualdade salarial.

Mulheres também perdem espaço por que muitas empresas acreditam que ela terá menos tempo para se dedicar ao trabalho, já que cuidar da família também é sua função, mais do que do homem. Esse tipo de pensamento a prejudica na hora de ganhar uma promoção, por exemplo. Empregadores consideram que o homem estará mais disponível para se dedicar ao serviço já que não engravida, não tira licença-maternidade e, culturalmente, não é o principal encarregado da casa.

Ter filhos é outra questão que aumenta a desigualdade salarial entre os gêneros porque vivemos em uma sociedade machista. Para tomar conta das crianças, muitas mulheres precisam largar o emprego após os quatro meses de licença-maternidade. Em certos casos, são até demitidas. Quase nada acontece com o homem que se torna pai, porém.

Além disso, muitas meninas ainda engravidam cedo no Brasil, como conta a empreendedora Viviane Duarte em entrevista ao Meu Negócio Brilhante. Desde jovens, precisam deixar a escola e trabalhar em empregos menos qualificados, fazendo bicos ou entrando no trabalho informal para sustentar os filhos.

O que mulheres podem fazer sobre a desigualdade salarial entre os gêneros?

Se você é mulher e está no mercado de trabalho pode lutar por um futuro melhor para você e para outras mulheres. Veja algumas dicas:

1 – Não abandone os estudos

Não abandonar os estudos pode parecer impossível quando a vida apresenta muitos obstáculos, mas faça o possível para continuar na escola e se qualificar. Planeje-se para ter filhos quando estiver estabilizada e cuide da sua educação. Além disso, faça cursos que te ensinem novos ofícios e contribuam para a sua qualificação profissional. Se você é uma empreendedora, procure por cursos que te ajudem a desenvolver seu negócio, como administração, computação e finanças.

2 – Divida as tarefas de casa com o seu marido

Culturalmente, a mulher ainda é responsável por grande parte das tarefas domésticas e pela criação dos filhos. Mas há cada vez mais pessoas quebrando esse padrão que é apenas um reflexo da sociedade machista em que vivemos, não deve ser assim. Converse com o seu marido sobre suas necessidades e divida os serviços domésticos para que você tenha tempo para trabalhar ou estudar. Veja aqui como fazer isso.

3 – Concilie maternidade com trabalho/empreendedorismo

Trabalhar em uma empresa que tira o seu sangue e te impede de criar seus filhos como bem entende provavelmente te deixará frustrada. Muitas mulheres procuram por alternativas, como companhias que permitem o trabalho flexível. Abrir o seu próprio negócio também é uma opção. Já pensou nisso?

4 – Renegocie o seu salário e peça aumento, sim!

Sempre que achar justo, renegocie o seu salário. Muitas empresas não concedem aumento por anos e promovem poucas mulheres. Quando achar que merece um cargo mais alto, converse com o seu superior demonstrando confiança.

5 – Dê oportunidades para outras mulheres

Se você já tem seu próprio negócio, dê oportunidades para outras mulheres sempre que possível. Uma das belezas de empreender é poder fazer a diferença no mundo e investir no que você acredita.

Qual a sua opinião sobre a desigualdade salarial entre homens e mulheres?

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