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Como trabalhar com casamentos segundo a cerimonialista Sidneia Silva

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Trabalhar com casamento pode exigir pouco investimento e dar um retorno alto. Veja dicas da cerimonialista Sidneia Silva e saiba em quais áreas do ramo você pode atuar.

Casamentos são produzidos com a participação de muita gente, como confeiteiros, decoradores e fotógrafos. Mas quem amarra as pontas e permite que a festa aconteça perfeitamente são dois profissionais: o cerimonialista e o assessor.

Sidneia Silva, dona da Celebrati Eventos, de São Paulo, conta que as melhores épocas para trabalhar com casamento no Brasil são os meses de abril, setembro e outubro. Quando chega a primavera, o número de eventos cresce, já que os noivos decidem aproveitar a grande quantidade de flores disponíveis. Maio, considerado o “mês das noivas”, também é uma boa época para investir.

Segundo a empreendedora, o mercado de casamentos é competitivo e um pouco fechado. Mas sempre há espaço para bons profissionais que oferecem um trabalho responsável e diferenciado. Sidneia, que é cerimonialista e assessora, explica que o ponto de partida é escolher bons fornecedores – que nunca vão te deixar na mão no grande dia – e oferecer horários flexíveis para atender os clientes.

Quando realizou o casamento do ator Theo Becker, enfrentou um desafio: sua esposa é pediatra e estava sempre de plantão. A solução foi marcar as reuniões para planejar o casório de madrugada, entre às 2h e 4h da manhã.

“Só tive 27 dias para organizar o casamento, que foi no Rio. Corri atrás de fornecedores de lá e tive que me adaptar aos horários da noiva”, conta. “Para quem deseja empreender na área de casamento, aconselho a oferecer um bom preço competitivo e um diferencial”, completa.

Como se tornar cerimonialista ou assessor de casamentos

O cerimonialista é o profissional responsável por organizar o cortejo e pelo cumprimento do protocolo durante a cerimônia. Sidneia explica que cada religião tem sua própria forma de cortejo e que certas igrejas têm regras, como número limite de músicas durante a entrada dos padrinhos e noivos.

Sidneia Silva

Sidneia Silva Foto: Reprodução

“O cerimonialista faz toda a parte do cortejo e da igreja. Organiza a ordem de entrada de cada um, pede para soltar as músicas e assim por diante”, explica. “É um pouco diferente do trabalho de assessor, que cuida de todo o planejamento da festa”, diz.

O assessor é o coordenador do evento. Ele sugere fornecedores, ajuda a preparar o orçamento e auxilia os noivos em todos os detalhes, como decoração e disposição dos móveis no salão de festas.

Para exercer as duas funções, é preciso fazer cursos. O cerimonialista Roberto Cohen é um dos mais famosos no Brasil e ministra aulas no Brasil todo. Além de aprender o protocolo, Sidneia aconselha a fazer cursos de decoração para prestar um serviço mais qualificado aos noivos.

Como trabalhar com casamentos

Além das funções de cerimonialista e assessor, empreendedores podem trabalhar na área fazendo vestidos de noiva, bolos de casamento, bem-casados para a lembrancinha, doces finos, decoração, buffet, fotografia, vídeo, música ou fornecendo bebidas e móveis para o evento.

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Foto: Arquivo Pessoal

A indústria de casamento tem a fama de ser careira. Mas Sidneia afirma que os serviços são mais caros porque os noivos geralmente estão dispostos a pagar mais. Além disso, a demanda é alta, já que as festas são grandes, mais luxuosas e envolvem muitos convidados.

Um bolo muito pequeno, por exemplo, pode sumir no meio da decoração. O ideal é preparar um que tenha quatro andares. Além disso, sua decoração exige um trabalho manual mais dedicado.

Para a empreendedora, os profissionais que têm maior retorno financeiro são os fotógrafos e os decoradores, pois oferecem pacotes com muitos serviços que encarecem o preço. Mas como cerimonialista e assessora, acredita que o investimento em cursos está compensando.

“Gastei bastante em cursos, pois são um pouco caros. Mas todo o conhecimento que adquiri está sendo usado e, se for colocar na ponta do lápis, o investimento foi pouco. Não precisei abrir um escritório, por exemplo”, afirma. “Quem vai trabalhar com docinhos também não vai precisar investir tanto. Basta ter a habilidade e uma cozinha legal. Já fotógrafos e decoradoras precisam investir mais, mas o retorno é alto”, finaliza.

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