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O Amor é Simples faz sucesso vendendo vestidos de noiva a preços acessíveis

vestidos de noiva

Por que você precisa ler este texto?

Você já pensou em trabalhar com casamentos? Três empreendedoras encontraram uma forma de inovar ao vender vestidos de noiva por preços justos. Conheça o modelo de negócios d'O Amor é Simples.

Casar no Brasil é caro. Vestidos de noiva, aluguel do espaço, decoração, cerimonialista e todos os outros detalhes custam pequenas fortunas que assombram os sonhos dos pombinhos. Três empreendedoras em Porto Alegre (RS) decidiram investir na indústria do casamento de forma inovadora: oferecendo opções mais baratas de vestidos de noiva.

Em 2012, Laís Ribeiro decidiu se casar antes de sair do país para fazer um mestrado. O casamento seria junto com a despedida e ela queria algo simples. Quando saiu em busca de vestidos de noiva, quase caiu para trás ao se deparar com preços abusivos.

De volta ao Brasil em 2014, encontrou a amiga Natália Pegoraro, que passava pelo mesmo problema. “Pensamos que montar um e-commerce para vender opções mais baratas de vestidos de noiva pudesse dar certo. Então chamamos a Jana (Janaína Pasin), uma amiga minha de infância que a Nati também já conhecia, para cuidar da parte financeira”, conta Laís.

o amor e simples

Foto: Reprodução/Site

Durante o primeiro semestre de 2014, as sócias criaram o projeto do site e a primeira coleção. Em agosto, O Amor é Simples estava no ar. A loja virtual vende vestidos de noivas e acessórios para penteados, chokers, gravatas, flores para lapela e caixinhas de alianças. A proposta é oferecer produtos de casamento por preços mais acessíveis.

Vestidos de noiva no Brasil levam qualquer casal à falência

Para Laís, o mercado de casamentos é careiro fora do Brasil também, mas aqui, os preços são ainda mais altos. “É comum que fornecedores queiram se aproveitar desse momento dos noivos, quando querem fazer uma festa legal e estão dispostos a gastar mais”, comenta. “Mas no Brasil beira o absurdo. Se você ligar no salão e pedir uma maquiagem, será um preço. Se pedir uma maquiagem para noiva, o valor cobrado será cinco vezes maior”, afirma.

Laís conta que muitas mulheres chegam a ser maltratadas por vendedoras quando entram nas lojas com “pouco” dinheiro. “Temos relatos de noivas que nos escrevem dizendo que foram muito maltratas nesse mercado. Entraram nas lojas e quando disseram o quanto tinham para gastar riram na cara delas”, revela.

As empreendedoras participaram do editorial de uma revista de Porto Alegre que desejava apresentar vestidos de noiva por faixas de preço. A publicação não encontrou peças por menos de R$1.000 na indústria tradicional.

Não foi difícil que O Amor é Simples conquistasse clientes, já que oferece vestidos de noiva e acessórios por preços justos. Para Laís, esse é um dos principais segredos de sucesso: criar um diferencial e um propósito.

Se você vai vender docinhos de casamento, qual será seu diferencial? O preço? A cor? O sabor? Cresça em cima do seu propósito.

O modelo de negócio d’O Amor é Simples

A empresa não trabalha com estoque. Os modelos são produzidos, fotografados e expostos no site. O cliente acessa o e-commerce, escolhe o produto que deseja e, no caso de vestidos de noiva, a medida. O pedido é repassado para costureiras contratadas pela marca e entregue na casa do consumidor.

A marca trabalha apenas com um estoque de tecido e vende produtos para todo o Brasil. A produção acontece em Porto Alegre e, segundo Laís, é justa: as costureiras são bem remuneradas e têm tempo suficiente para produzir as peças com tranquilidade.

O Amor é Simples

Vestido do Amor é Simples Foto: Reprodução/Facebook

Para reforçar a importância do trabalho justo, as empreendedoras colocam bilhetinhos nas caixas de entrega escritos pelas próprias costureiras. A ação faz alusão aos bilhetes escondidos por trabalhadores escravos chineses em roupas vendidas por grandes lojas de departamento. “Isso tem a ver com nosso posicionamento e o público que queremos atingir. O processo tem que ser justo para a cadeia inteira”, diz Laís.

“O estilista é super glamourizado, mas a costureira fica esquecida. Muitas precisam lidar com encomendas gigantes para produzir em pouquíssimo tempo”, argumenta a empreendedora. “Prefiro ter várias costureiras, cada uma trabalhando no seu tempo e negociando o pagamento que acham justo”, completa.

Até ano passado, Laís, Natália e Janaína faziam home office. Hoje, trabalham em um coworking que abriga três outras empresas também dirigidas por mulheres. As sócias sentiram necessidade de sair de casa e “ir para o trabalho” todos os dias. No espaço, dividem salas de reuniões com outras pessoas e têm uma salinha própria, onde discutem os planos para a empresa.

Para Laís, O Amor é Simples está nadando em um oceano azul atualmente, já que é a única empresa trabalhando com vestidos de noiva a bons preços. “Foi muito simples criar uma marca que quisesse fazer diferente. Quanto mais a gente produz e cresce, mais percebemos que somos a única marca fazendo esse trabalho”, finaliza.

O que você pensa sobre a indústria de casamentos? Dê sua opinião.

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