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Flores para os Refugiados, o negócio social criado por mãe e filha

flores para os refugiados

Quando tinha apenas 16 anos, Gabriela Shapazian viajou com sua mãe para Lesvos, na Grécia. Em 2015, a ilha grega já era uma das principais portas de entrada de refugiados, que viajam até a Turquia para entrar em um barco lotado e atravessar o mar sem a menor segurança. Movidas pela necessidade de ajudar essas pessoas, a adolescente e sua mãe, Kety, criaram um negócio social para arrecadar fundos e financiar o trabalho voluntário, o Flores para os Refugiados.

A travessia é uma das mais curtas dentre as percorridas por refugiados, o que não significa que seja menos perigosa. Muitos morrem afogados ou de frio no meio de caminho. Geralmente, a viagem custa US$ 5 mil (em torno de R$ 15 mil, na cotação atual). Quando o tempo está feio, chuvoso ou a temperatura está baixa, o preço cai.

Os voluntários são responsáveis por ajudar os refugiados a sair dos barcos e por auxiliá-los na chegada, levando-os para um abrigo, oferecendo comida, roupas quentes e o que mais for necessário. Em palestra na Virada Empreendedora, em junho, Gabriela contou que a ilha grega chegou a receber mais de 100 barcos por dia, com cerca de 100 pessoas em cada.

Após os 45 dias de trabalho voluntário, mãe e filha voltaram para o Brasil transformadas. Gabriela simplesmente não aceitava voltar para a sua vida antiga e deixar todas aquelas pessoas sem apoio. Só que para voltar para a Europa, precisava de dinheiro.

Para financiar a próxima viagem da filha, Kety passou a vender flores nos faróis do seu bairro em São Paulo. As belas plantas são entregues em garrafas de vidro customizadas com imagens que recorta de livros de arte. Para a empreendedora, vender flores em garrafas é simbólico, pois passa uma mensagem de paz, empatia e compaixão.

O negócio social Flores para os Refugiados

Hoje, Kety vende suas flores em um ponto fixo em um mercado de orgânicos do bairro Vila Madalena. Com o dinheiro, financia o trabalho da filha na Grécia.

Foto: Reprodução/Facebook

Há 60 mil refugiados presos no país esperando por uma entrevista de pedido de asilo, vivendo em condições precárias. Segundo Gabriela, é o maior campo de refugiados da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Para distribuir roupas e mantimentos para tanta gente de forma organizada, a adolescente criou uma logística de distribuição para cinco mil pessoas que vivem em Lesvos. Funciona assim: os refugiados entram em contato por WhatsApp, passam seu nome, qual tamanho usam e do que estão precisando. Gabriela e outros voluntários separam os itens em caixas de papelão, colocam o nome de cada pessoa e combinam um dia para entrega do pacote.

Além da venda de flores na Vila Madalena, Kety faz a decoração de eventos como festas e casamentos. Já Gabriela ajuda a arrecadar dinheiro para o projeto dando palestras e participando de eventos, onde conta sua história. Hoje, tem 17 anos e decidiu que não vai fazer faculdade. Seu objetivo é manter o negócio rodando para continuar ajudando refugiados na Europa que estão à espera de algo muito simples:  a chance de viver em um lugar seguro.

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