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Casa de Viver é um coworking familiar para mães empreendedoras

Casa de Viver

Por que você precisa ler este texto?

Muitas mulheres se tornam mães empreendedoras para passar mais tempo ao lado dos filhos. A Casa de Viver é um coworking em São Paulo que permite que famílias trabalhem pertinho das crianças.

Depois de engravidar, muitas mulheres acabam se tornando mães empreendedoras para conciliar a criação dos filhos com o trabalho. A Casa de Viver é um coworking em São Paulo que pretende acolher famílias, mães e pais, que querem as crianças por perto enquanto exercem suas funções profissionais.

Coworkings são espaços de trabalho compartilhados onde profissionais autônomos, equipes de projetos e empresas convivem. Ao invés de trabalharem em casa, utilizam o local para reuniões, para exercer tarefas individuais e fazer networking.

O trabalho é importante, mas não queremos abrir mão de estar perto dos filhos para trabalhar.

Espaços de trabalho para mães e pais eram raros no mundo quando a tradutora Carina Borrego teve a ideia de abrir um coworking familiar no Brasil. Na época — meados de 2013 — tinha apenas uma filha, a Brigite, e trabalhava em uma empresa.

“Lia bastante sobre o movimento dos coworkings e achava interessante a ideia da interação entre as pessoas”, conta. “Pensei que seria legal se pudéssemos ter um espaço assim, onde também estaríamos perto dos filhos”, comenta.

Para Carina, mulheres têm papeis fragmentados: o mundo profissional e o pessoal não se misturam. Nessa equação, filhos sempre saem prejudicados, pois desfrutam de menos tempo ao lado da mãe.

A tradutora começou a pesquisar por espaços que recebessem pais e filhos e descobriu pouquíssimos modelos, mesmo em países como Inglaterra, Itália, Alemanha e Estados Unidos. Jogou a ideia em grupos de mães que conhecia e todo mundo apoiou. Em 2014, passou a organizar eventos para entender melhor as necessidades dessas mulheres e acabou conhecendo sua futura sócia, Fernanda Torres.

Como funciona a Casa de Viver

O espaço Casa de Viver foi inaugurado em fevereiro de 2015. A casa fica na Vila Mariana, em São Paulo, e abriga entre 15 e 20 pais e mães todos os dias. Para os adultos, há áreas de trabalho compartilhadas e salas de reuniões. Para as crianças, há um espaço onde ficam com cuidadoras e participam de atividades.

“Temos um espaço de recreação separado do espaço de escritório. Ficamos em um sobrado bem grande e há uma sala bem espaçosa, com mais de 60m², onde os filhos ficam com brinquedos e cuidadoras”, conta Carina.

Os pais podem visitar os filhos quando quiserem. As cuidadoras também ficam em contato para chamá-los caso seja necessário. O espaço é voltado para crianças de seis meses até três anos e onze meses, mas a empreendedora afirma que não fecha as portas para crianças mais velhas.

A própria Brigite, que já tem nove anos, fica na Casa de Viver no período em que não está na escola. Os outros dois filhos de Carina, Eric (cinco meses) e Clara (dois anos e meio), passam o dia no espaço.

Necessidades das mães empreendedoras e autônomas

Em sua maioria, quem frequenta o coworking são mães empreendedoras e trabalhadoras autônomas. Há alguns pais, mas o principal público são mulheres que deixaram seus empregos após a gravidez.

“A maioria das pessoas que usam o espaço decidiram se tornar empreendedoras ou autônomas após o nascimento dos filhos. Uma minoria já era autônoma antes”, diz Carina. “A maioria deixou o emprego porque não poderia estar presente para os filhos o tanto quanto desejava. Outras foram demitidas quando voltaram da licença-maternidade. Isso tem acontecido bastante”, revela.

Para a empreendedora, a mulher sente dificuldade para se encaixar no mercado de trabalho após o nascimento dos filhos. A sociedade atual despreza os cuidados com as crianças e coloca muita importância no dinheiro. Mas para que as pessoas possam se desenvolvam e se tornar bons profissionais no futuro, é preciso que alguém cuide bem delas na infância, certo?

“A primeira infância das crianças é um período tão curto que é um absurdo fechar essa porta para as mães. Além disso, todo mundo tem família. Às vezes é necessário cuidar de uma mãe doente ou algo parecido. Mesmo quem não tem filhos deve ter um espaço para a vida pessoal e familiar. Temos que levantar essa discussão para começar a mudar padrões”, acredita.

A Casa de Viver investe nessa mudança de mentalidade. As sócias promovem rodas de discussão e workshops sobre desenvolvimento infantil. Além disso, cria parcerias com empresas para que suas funcionárias trabalhem no coworking após o término da licença-maternidade. Assim, não precisam deixar os filhos em escolinhas durante seus primeiros meses de vida.

Você faz parte das mães empreendedoras? Já pensou em se tornar uma?

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