Inspire-se > Elas mudaram o mundo

Nettie Stevens descobriu que o sexo dos bebês é determinado pelo homem

Nettie Stevens

Há 155 anos, nascia a americana Nettie Stevens, bióloga especializada em genética que descobriu que o sexo dos bebês são definidos pelo pai — e não pela mãe. Isso porque o esperma carrega os cromossomos X e Y, enquanto os óvulos carregam apenas os X. Ela concluiu que o sexo do bebê é herdado a partir de um fator cromossômico e os homens são responsáveis por isso.

Nettie iniciou sua carreira científica somente aos 39 anos, depois de ter sido professora do Ensino Médio. Ela ensinava fisiologia e zoologia. Somente em 1896 foi que ela se matriculou na Universidade Stanford e, sete anos depois, conseguiu se tornar PhD na Faculdade Bryn Mawr, na Pensilvânia, em 1903.

“Sua obstinação e devoção, combinadas com os poderes da observação aguçada; suas considerações e paciência, unidas ao julgamento equilibrado, são responsáveis, em parte, por seu feito notável”, escreveu um parceiro seu, também cientista e pesquisador de cromossomos, Thomas H. Morgan, que ganhou o Prêmio Nobel pelo conjunto da obra em 1933. Ser mulher e chegar onde Nettie chegou não era comum, muito menos fácil. Mas como ela era uma aluna excelente e seu entusiasmo pela ciência não tinha limites, Nettie marcou a vida de seus alunos e fez história.

Disse certa vez a um estudante que estava com muitas dúvidas, mas com medo de perguntar: “Mas como é que você pode pensar que suas perguntas podem me perturbar? Isso nunca acontecerá, enquanto eu mantiver meu entusiasmo pela biologia; e eu espero que assim seja enquanto eu viver.”

Uma grande descoberta em pouco tempo de vida

Nettie Stevens olhando em microscópio

A teoria hereditária dos cromossomos, proposta por Nettie Stevens, não foi aceita logo de cara. Naquela época, todos imaginavam que o sexo do bebê fosse determinado pela mãe ou por fatores ambientais. A maioria dos cientistas, colegas de Nettie, levou um tempo para apoiar a teoria de Nettie. Outro pesquisador, Edmund Wilson, fez uma descoberta parecida no mesmo período, segundo site da Nature. Mas a de Nettie é geralmente considerada a que deu o maior salto teórico (e que foi provada estar correta).

Até o fim da vida, Nettie pesquisou e lecionou na Bryn Mawr e nos Laboratórios Cold Spring Harbor. Sua carreira científica começou tarde e, infelizmente, terminou cedo: ela morreu em decorrência de câncer de mama aos 51 anos, no dia 4 de maio de 1912. No quadro da diretoria da Faculdade Bryn Mawr foi escrito: “À época de sua morte, ela foi considerada a aluna de maior destaque da Faculdade Bryn Mawr e uma das maiores investigadoras de biologia de todos os tempos”.

Nettie Stevens conseguiu alcançar prestígio e notoriedade que poucos pesquisadores e cientistas tiveram com mais tempo de vida do que ela. Por ter uma clareza sobre o percurso que devia seguir e certeza de que estava colocando o seu conhecimento a serviço do bem da humanidade, Nettie não perdeu tempo com o que não devia. Após muitos anos de estudos e pesquisas, ela fez a diferença e contribuiu para a ciência em todo o mundo.

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