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Maria Teresa de Filippis foi a primeira mulher a competir pela Fórmula 1

Maria Teresa de Filippis

Você sabia que uma mulher já competiu pela Fórmula 1? A italiana Maria Teresa de Filippis (1926-2016) começou a correr aos 22 anos em razão de uma aposta que fez com dois de seus irmãos, que a desafiaram e não acreditaram que ela pudesse ser veloz. Depois de ser vice-campeã no campeonato italiano, ela foi contratada pela Maserati para disputar corridas por equipe. Em 1958, Maria Teresa estreou na categoria máxima do automobilismo mundial, a Fórmula 1.

Ela tentou se classificar para cinco grandes prêmios: quatro deles pela equipe Maserati e um pela Porsche. Classificou-se em três. Sua melhor atuação foi em sua segunda corrida, no autódromo de Spa-Francorchamps na Bélgica, em 1958, quando largou em 15º e chegou em 10º. Na época, essa classificação ainda não rendia pontos. No Grande Prêmio (GP) da França de 1958, ela treinou muito, mas não conseguiu tempo suficiente para entrar no grid de largada. Toto Roche, o diretor de provas, muito machista, por sinal, disse que o único capacete que uma mulher poderia usar era aquele do cabeleireiro. Isso a deixou muito irritada.

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Maria Teresa enfrentou todos os preconceitos de frente e não desanimou. Participou ainda de outros dois GPs em Portugal e no próprio país natal, a Itália. Em ambas as corridas, ela não conseguiu completar a prova por conta de problemas mecânicos no carro. Sua última tentativa de qualificação em uma corrida foi em 1959, no circuito de Mônaco, microestado localizado no sul da França. Não conseguiu uma boa classificação, mas isso não impediu que ela se tornasse uma figura importante na luta pela introdução das mulheres no universo do motor, até então exclusivamente masculino.

Maria Teresa de Filippis e outras mulheres pilotas

Maria Teresa de Filippis decidiu se aposentar prematuramente do automobilismo, com apenas 23 anos de idade. Isso aconteceu depois que o seu amigo francês Jean Behra sofreu um grave acidente em uma corrida preliminar do GP da Alemanha e acabou morrendo em 1959. Casou-se e teve uma filha no ano seguinte. Em 1979, ela passou a integrar o International Club of Former F1 Grand Prix Drivers (Clube Internacional de Ex-Pilotos da Fórmula 1, em tradução livre). Foi vice-presidente do clube em 1997 e presidente do clube da Maserati. Teve dois netos e morou grande parte do tempo em Milão.

Além de Maria Teresa, outra italiana chamada Lella Lombardi também competiu com um carro de Fórmula 1, no início dos anos 70. Estreou no GP da Grã-Bretanha de 1974 pela equipe Brabham. Em 1975, Lella disputou 12 de 14 provas da temporada. No GP da Espanha, conquistou a melhor colocação de uma mulher na categoria, chegando na 6ª posição que lhe valeu meio-ponto. Segundo alguns registros, Lella foi a única mulher a marcar ponto na categoria.

Recentemente, a britânica Susie Wolff tentou um lugar como piloto principal da Williams, mas não conseguiu, ficando como reserva. No ano passado, a pilota de 32 anos anunciou sua aposentadoria.

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