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Eliza Lucas Pinckney descobriu o cultivo de índigo para tingir tecidos

Eliza Lucas Pinckney

Em pleno século 18, uma mulher transformou a agricultura nos Estados Unidos. Eliza Lucas Pinckney foi responsável por introduzir o uso do pigmento índigo no tingimento de tecidos, um tom de azul extraído das plantas de mesmo nome.

Eliza nasceu em 1722 em Antígua, uma ilha do mar caribenho colonizada pela Inglaterra. Filha de um membro do exército britânico, mudou-se para Londres na infância onde foi educada em bons colégios. Mas em 1738 sua vida deu uma reviravolta, e ela e a família foram morar nos Estados Unidos para cuidar de uma fazenda em Charleston, na Carolina do Sul.

Logo após a chegada nos Estados Unidos, a mãe morreu. Em seguida, o pai foi convocado para voltar a Antigua. Eliza ficou sozinha para cuidar dos irmãos mais novos e de três plantações. Diante de tantas dificuldades, a adolescente de 16 anos decidiu encontrar uma cultura comercial que pudesse quitar as dívidas da família, manter a fazenda e cuidar de todos.

Além da plantação de arroz, Eliza testou uma série de sementes diferentes, como gengibre, algodão e alfafa. No entanto, nenhum dos cultivos deu o retorno esperado. Então a agricultora percebeu que havia muito espaço para novos pigmentos no mercado têxtil dos Estados Unidos. Em 1739, seu pai enviou sementes de índigo, uma planta já utilizada na Inglaterra. Além de dar início ao cultivo, a fazendeira aprimorou as técnicas para que se adaptassem às condições ambientais da Carolina do Sul.

Eliza e seu pai se correspondiam com frequência. Ele enviou orientações baseadas nas técnicas de plantação utilizadas por escravos nas colônias, o que permitiu que a filha produzisse índigo de qualidade para tingir tecidos nos EUA. As novidades implementadas na fazenda da família se popularizam para o resto do estado e deram suporte à economia da Carolina do Sul por três décadas.

O sucesso de Eliza Lucas Pinckney

Em poucos anos, as exportações de índigo cresceram de forma exorbitante, só ficando atrás das exportações de arroz. A planta enriqueceu os fazendeiros da região e gerou receita para o estado. Em 1775, a Carolina do Sul estava exportando o que equivaleria a mais de R$100 milhões atualmente.

As plantações deram à Eliza autonomia e poder econômico para recusar pretendentes que seu pai arranjava e escolher o próprio marido. Em 1744, ela deixou a plantação para se casar com Charles Pinckney, um colonialista influente na região. Os dois tiveram quatro filhos, um dos quais acabou falecendo ainda na infância.

Apesar de deixar a plantação, a agricultora continuou sua carreira. Era considerada diferente das outras mulheres da época: educada, independente e cheia de sucesso. Logo após o casamento, passou a cultivar carvalho e magnólia na mansão onde vivia com o marido. Se correspondia com frequência com outros botânicos e ganhou destaque no meio.

Em 1758, Charles contraiu malária e deixou a esposa viúva. Ela continuou administrando as plantações da família e experimentando novas culturas para o resto da vida. Eliza morreu de câncer em 1793, após deixar sua marca na história.

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