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Vanessa Stavale e a história de muita persistência da Choco Show

vanessa stavale

Meu nome é Vanessa Stavale, sou casada com o Leandro — meu primeiro namorado e grande amor da minha vida — e mãe de três filhos: Gabriel (14 anos), Cauê (11 anos) e minha princesa Carol (seis anos). Sou proprietária do grupo Choco Show.

Aos 22 anos, já não aguentava mais sofrer com babás e chefes que não entendiam que eu tinha dois filhos pequenos. Sempre sonhei em empreender, mas o que eu ganhava não dava nem para as contas, quanto mais para começar um negócio.

Até que meu pai me ofereceu R$ 10 mil para abrir minha própria empresa. Pensei que era só o que eu precisava! Pedi para o meu chefe me mandar embora e disse: agora vai! Foi quando montei o blog da minha empresa de cascatas de chocolate.

Mas para uma empresa de cascatas de chocolate funcionar, precisava de muito mais. Meu pai disse que não poderia mais investir em mim e não tinha como me ajudar. Me vi desempregada, com um marido ganhando pouco e dois filhos pequenos.

Mas é claro que não era o fim. Comprei um microondas, no mês seguinte as caixas térmicas e no outro alguns potes de vidro. Só consegui comprar as duas primeiras cascatas quatro meses depois. Parcelei em seis vezes no cartão de crédito do meu primo — foi um sufoco para pagar. As cascatas eram pequenas e caseiras, mas era com isso que eu sonhava! Bora lá, precisava fazer acontecer.

Logo que comprei as cascatas, fechei as primeiras festas. Estava radiante. No dia do primeiro evento, depois de muita luta, cheguei e começamos a montar a mesa. Mas me indicaram a tomada errada e liguei as cascatas que eram 110v no 220v. Pronto, logo de cara queimei meu equipamento e fiquei sem as tão sonhadas cascatas.

Chorei a festa toda, orei, fiz promessas e nada dessas cascatas voltarem. A cliente era uma fofa, entendeu e deixou que eu servisse mesmo sem a fonte funcionar. Pensei em desistir… mas não de novo! Fui até a loja e eles trocaram as cascatas para mim. Disseram que era um lote que tinha vindo com defeito, mesmo quando eu disse que tinha ligado na tomada errada.

Minha empresa seguiu seu caminho, linda e bela, em 2008. No começo, nem tudo foram flores. Minha mãe me mandou trabalhar para ajudar meu marido, pois ainda não estava fazendo muitas festas. Mas logo consegui comprar uma cascata de um metro de altura. Me orgulhei tanto disso!

Minha empresa foi ganhando reconhecimento e nossos eventos aumentaram de forma significativa. Até que em outubro de 2011 resolvi montar uma sociedade com uma amiga. Ela propôs e eu e meu marido achamos que seria viável. Estávamos trabalhando muito e precisávamos de ajuda. Além disso, o valor que ela estava nos oferecendo nos tiraria do sufoco naquele momento.

Dois meses depois, as coisas já não iam bem e meu marido resolveu aceitar uma proposta para passarmos um ano no Ceará. Conversamos com a sócia e ela aceitou ficar trabalhando e nos mandar a metade dos lucros da empresa. As coisas não aconteceram bem assim. Ela começou a me cobrar as contas e disse que não estava fechando nenhuma festa. Mas como assim?

Três meses se passaram e eu me vi sem nada, cheia de dívidas. Então resolvi vender a empresa. Vendi pelo valor que devia a ela e vi meu sonho desmoronar. Depois, descobri que ela havia feito até um evento na televisão.  Infelizmente, perdi o projeto de toda  a minha vida. Com muita tristeza, segui em frente. Isso aconteceu um dia depois do meu aniversário, em 30 de abril de 2012.

Mas a vida não pode parar, então ficamos no Ceará até 2013, quando decidimos voltar para São Paulo quebrados, cheios de dívidas, com três filhos pequenos e o sonho de sair daquela situação.

Fui trabalhar como operadora de caixa e meu marido como supervisor em uma padaria maravilhosa, de onde hoje ele é gerente. Trabalhei lá por alguns meses, saí e fui trabalhar para um banco, como vendedora externa de cartões de crédito.

Quando sofri um acidente no ônibus, tive síndrome do pânico e depressão. Foi muito difícil, não via mais motivos para me levantar. Diante da minha tristeza, meu marido me perguntou se eu queria comprar uma cascata de chocolate e começar outra empresa. Não pensei duas vezes.  Como da outra vez, montei o blog com o domínio da Choco Show e comprei uma cascata.

Dessa vez era média, profissional e usada. Paguei R$500 (a nova custava R$2 mil) e anunciei na internet. No outro dia, aluguei a cascata para uma empresa pequena. A princípio iria apenas alugar, até que uma antiga cliente, Viviane, me procurou e perguntou se eu ainda trabalhava com cascatas. Ela foi a meu incentivo e fechamos a festa do filho dela. Contei que havia parado e ela me deu muita força para continuar!

O glamour de fazer a festa e a satisfação de receber um abraço de agradecimento dos meus clientes no final falaram mais alto. Eu precisava voltar a fazer festas, montar a mesa da cascata de chocolate e servir os convidados. Tudo isso me fazia tanta falta! Foi aí que surgiu a Choco Show: de uma rasteira da vida, como uma fênix, nós ressurgimos.

Chocolate leva alegria para todos, todo mundo sabe disso. Ter uma mesa com uma fonte gigante jorrando chocolate durante uma festa é de encher os olhos e a boca de água dos convidados.

Hoje a Choco Show é reconhecida por trazer alegria, diversão e uma doçura incrível para casamentos, aniversários, bodas, debutantes, eventos corporativos e etc.

Em fevereiro desse ano, descobri que havia ficado entre as finalistas do Concurso Hora de Brilhar. Chorei muito por ver a minha história ganhando reconhecimento. Tudo o que passei valeu muito a pena!

Vi um novo recomeço. Queria muito ampliar a empresa, colocar uma cabine de fotos instantâneas nos eventos e levar ainda mais diversão para os meus convidados, além de aumentar os lucros. Tínhamos cursos online de terça e quinta e, a cada encontro, saia mais inspirada e motivada. Até que vi um anúncio sobre o melhor modelo de câmera e impressora que existia no mercado e pensei: por que não?

Ofereci meu carro em troca da cabine e, a princípio, o dono não aceitou. Mas depois me mandou uma proposta que foi boa para nós dois, convenci meu marido de que era um bom negócio e em quatro dias recebi a tão sonhada cabine em casa.

Contei para as meninas que faziam o curso comigo e todas vibraram com a minha conquista. Nascia a Choco Fotos, uma empresa do “Grupo Choco Show”. Fiquei muito chique, não? E detalhe: um dia antes da cabine chegar, eu já havia fechado o primeiro evento, que aconteceu um mês depois em São Paulo. Foi um sucesso incrível!

O concurso Hora de Brilhar me proporcionou momentos e aprendizagem que jamais imaginei ter. Me fez crescer como pessoa e como profissional. Depois dessa mentoria incrível, minha agenda não fica mais vazia. Sou obrigada a dispensar clientes porque infelizmente não tenho capacidade para atender mais do que três eventos em um dia. 

Empreender é sair da caixinha, pensar fora do convencional, se arriscar, ter vitórias seguidas de derrotas, persistência, vontade de vencer e não desistir jamais. E principalmente buscar conhecimento, se especializar e ter muita vontade de fazer acontecer e acreditar que você é capaz de realizar todos os seus sonhos!

*Em depoimento a Camila Luz

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