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Renna Maria começou a empreender com apenas R$10

renna maria dos santos

Meu nome é Reinilda Maria dos Santos e Silva, tenho 45 anos e sou moradora do município de Santo André, no ABC Paulista. Comecei a empreender com uma nota de apenas R$10.

Fiquei desempregada por um longo período e cheguei ao ponto de não ter nada em casa para comer. Na época, meu filho me pediu leite e eu só tinha água para oferecer a ele. Naquele dia, decidi tomar uma atitude. Fui até a assistência social e consegui R$50.

Com R$40 fui ao supermercado, comprei o leite e outros alimentos que estavam faltando na minha casa, como ovo. Com R$10, comprei uma barra de chocolate e fiz pão de  mel para vender na minha vizinhança. Vendia cada um a R$0,50. Transformei aqueles R$10 em R$30. 

Vendia de porta em porta mesmo. Ouvi muito “não”, mas sei que o “não” vai me acompanhar para o resto da vida. Muitos falavam: “você de novo? já te falei que não quero”. Outros compravam porque sabiam da minha necessidade e era um meio de me ajudar.

Naquela época, eu não sabia o que era empreender. Só vendia para pagar as contas e comer. Continuei vendendo dessa forma durante dois anos e vi que poderia crescer. 

Consegui um crédito solidário e ampliei as vendas. Guardei um montante, cerca de R$200 e, com isso, pedi um microcrédito de R$300 para comprar uma máquina de crepe suíço. Pensei em montar uma barraquinha e começar a vender em um ponto de ônibus. Só que embaixo da minha casa desocupou uma loja de roupas que era de uma amiga. Conversamos com o dono e decidi abrir lá minha lancheria.

Comecei meu negócio sem ter nada. Ganhei uma geladeira que tinha a porta amarrada com elástico. Usava o fogão da minha casa e não tinha nenhuma mesa. Depois de uns meses, consegui outro microcrédito, dessa vez de R$500, fui fazendo minhas economias e trabalhando muito. 

Quando abri minha lancheria, me vi como empreendedora. Pude comprar um sofá para a minha casa e comecei a entender o verdadeiro sentido de empreender. Hoje, trabalho com bolos e doces finos e tenho uma clientela fidelizada no “Renna Maria Doces e Salgados”

Durante minha trajetório tive momentos difíceis, em que pensei muito em desistir. Mas vi em mim uma guerreira capaz de continuar, mesmo com dificuldades.

Lutas e dificuldades, elas sempre vêm. Só não podemos desanimar. E sim persistir. Tive grandes oportunidades no meu caminho, como participar de um projeto da Aliança Empreendedora em que fui uma das vencedoras. Passei por um treinamento que foi o meu divisor de águas. Comecei a entender o meu negócio e aprendi a gerenciá-lo com mais qualidade.

Hoje continuo trabalhando muito: passo cerca de 19 horas por dia fazendo encomendas para a clientela que conquistei. Tenho mais opções de produtos, como sorvetes, salgados e bolos, e me qualifico sempre que posso. Nunca nego uma encomenda.

*Em depoimento a Camila Luz

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