Inspire-se > A sua história

Mayara Castro, comunicadora e consultora de conteúdo para a internet.

Mayara Castro

Me formei em jornalismo no mesmo ano da queda do diploma(2009). Foi curioso notar, na época, a quantidade de pessoas que abandonaram a faculdade ou, pior, passaram a crer que não teriam um bom futuro na profissão. Já eu, preferi aceitar que o momento era de transição e tentei entender as oportunidades que surgiriam para mim a partir de então. Com a internet, a comunicação estava em mudança. As redações não eram as mesmas, as agências de publicidade também não. Ao invés de informar ou vender, o desafio passou a ser interagir, criar relações, construir comunidade. Eu só percebi o impacto quando comecei a estagiar para uma empresa que atendia grandes marcas. Nosso trabalho era criar conteúdo para posicioná-los nas redes sociais e, ao longo do tempo, fui percebendo que esse era o novo cenário do jornalismo e da área de comunicação como um todo.

Depois de dois anos, saí da agência e comecei a fazer uns freelas. Ainda não sabia o que poderia me diferenciar de qualquer outro jornalista, a não ser pelo fato de ter tido a experiência de me relacionar com grandes marcas tão cedo, então ficava difícil encontrar trabalho. Sem contar que todas as pessoas da área começaram a intitular-se como social media, já que era na internet que as oportunidades brotavam. Para a minha surpresa, em 2013 fui convidada para criar o núcleo de Redes Sociais para uma boutique digital que tinha apenas 1 ano de existência. E foi durante o tempo em que estive lá que criei um método para planejar e organizar a rotina dos clientes na internet. Desde a prospecção até a entrega dos relatórios, me davam autonomia para criar. Foi aí que eu comecei a perceber que eu tinha condições de trabalhar por conta própria.

Mayara Castro

Mayara Castro Foto: Arquivo Pessoal

Em 2014 saí da agência, fiz alguns freelas, me formei como locutora na Radioficina e, em dezembro, já em crise com a minha instabilidade financeira e inconformada com o processo de contratação das empresas – o tal do freela fixo -, resolvi empreender. Pensei: “Já tenho CNPJ, já sou considerada prestadora de serviços, então, não tenho nada a perder

Ariana que sou, coragem nunca foi questão, então, coloquei a cara para bater. Em um processo de coaching e mentoria com a Lella Sá (www.lellasa.com), ela me ajudou a transformar as meus talentos e paixões em oportunidades reais de trabalho. Ou seja, a busca pela autonomia e liberdade me levou a criar o Memória Seletiva, o projeto que me acompanha até hoje.

Costumo dizer que minha missão é encorajar o pequeno empreendedor a expressar sua essência. Mais do que comunicar os seus produtos e serviços, contribuo para que ele descubra qual é a sua proposta de valor e em qual conceito ele se sustenta, ou seja, quais são os porquês dele fazer o que faz. Antes de sair criando conteúdo por aí, precisamos entender que cada pessoa é única e cada história compõe uma identidade própria. É isso que faz a diferença na hora de vender o nosso trabalho.

Em dezembro de 2014 realizei meu primeiro workshop. Em 2015 realizei mais de 10 em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2016 criei novos formatos de atendimento, entre eles o Manual de Identidade Digtial (uma ferramenta para quem está começando conseguir entender o que precisa ser comunicado antes de sair publicando por aí), e a Oficina de Texto & Foto com celular, em parceria com a fotógrafa Carla Romero. Se quiser entender melhor, meu site é www.mayaracastro.me.

Empreender é a minha única e principal atividade. Sou solteira, moro em São Paulo, mas vivo experimentando levar o meu trabalho para outras cidades. Ainda esse ano, os planos são conhecer o Brasil de cabo a rabo.

As minhas maiores dificuldades nesse processo de autodescoberta é frear as ideias (as minhas e as dos meus clientes). Tenho muita energia para gastar e muita criatividade, então, às vezes, quando vou colocar em prática, a ideia já virou outra. Por isso, me esforço para manter os pés no chão e a realizar tudo o que eu inicio. Esse é o preço da liberdade. E, sem responsabilidade, a gente não chega em lugar nenhum. E não ganha dinheiro.

As minhas maiores conquistas nesses 3 anos empreendendo a vida (não consigo mais diferenciar trabalho de vida pessoal), é, sem dúvida, ter conseguido ajudar tantas pessoas a seguirem seu próprio caminho. Tem gente que chega com a ideia fresca, mas não sabe por onde começar a colocar em prática. E nesses 3 anos, eu já atendi mais de 200 pessoas. Diferente das agências de comunicação, que focam apenas no conteúdo, eu ajudo o pequeno empreendedor a se reconhecer no mercado que atua, a criar diferentes formatos de atendimento para gerar diferentes fontes de renda, a construir relações e criar comunidade na internet e, além disso – a pontinha do iceberg – a ser visto e lembrado usando as redes sociais. Como disse o Adam Grant neste vídeo do TED, “eu acredito que a maneira mais significativa para o sucesso é ajudar outras pessoas a terem sucesso.

*Em depoimento a Marina Malta.

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