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Sabonetes artesanais abriram um novo horizonte para Lenir Arteia de Assis

“Meu nome é Lenir Arteia de Assis, sou de São Paulo e vivo em Mogi das Cruzes. Em 2005, estava casada com um usuário de drogas e era codependente. Não usava drogas, mas estava doente por viver naquela situação. Nessa época, fiz meu primeiro curso de sabonetes artesanais no ateliê Fabi’Art.

Eu era dona de casa e meu ex-marido era advogado autônomo. Uma amiga me chamou para fazer o curso com a Fabiana e eu adorei. Nem pensava em ganhar dinheiro ou trabalhar com isso. Só achava bonito, colorido, cheiroso e gostava de fazer. Então adquiri utensílios e materiais para a fabricação de sabonetes, oferecendo apenas para a minha família.

Em 2009, participei ao lado da minha amiga Luciana Vieira da feira de artesanato de Mogi, na praça Oswaldo Cruz. Ela fabricava velas artesanais e vendemos nossos produtos no evento. A Luciana desistiu de empreender quando arrumou um emprego com carteira assinada. Mas eu continuei.

No mesmo ano, fiz a minha primeira participação na Oficina Divineira, na Festa do Divino de Mogi das Cruzes. Como maior presente, ganhei a ressocialização: reencontrei amigos e fiz novos. A partir de então, comecei a fazer vários cursos e hoje vivo disso. É a minha profissão e não quero fazer outra coisa.

Sou dona da marca de cosméticos e sabonetes artesanais Lenir Aroma e Arte. Participo de uma feira noturna de artesanato de Mogi, onde vendo meus produtos. Também vendo pela internet, mas confesso que não sou muito boa nisso. Mas acho que estou conseguindo firmar um nome para a minha marca. Não sou ‘Natura’ nem ‘O Boticário’, mas as pessoas conhecem a minha etiqueta e o meu nome.

Sempre que possível faço cursos e tento aperfeiçoar o meu trabalho e melhorar a identidade dos meus produtos. Participei de cursos na Aliança Empreendedora e ganhei um prêmio ao participar do TEDxSãoPaulo.

Evoluí muito, mas também passei por dificuldades. Para uma empreendedora, acho que o mais difícil é provar a qualidade do seu produto. No começo, os clientes têm receio. Afinal, será que o sabonete funciona mesmo? Em cidades do interior, as pessoas valorizam muito o que vem de fora e acabam comprando produtos mais caros do que cosméticos artesanais de um produtor local.

Precisamos valorizar o que está perto de nós.

Acho que o maior presente que o empreendedorismo me deu foi a ressocialização. Quando ainda estava casada, me afastei muito das pessoas por causa do meu marido. Mas enquanto empreendedora, preciso botar a cara no mundo.

Eu brinco que existem duas de mim: a ‘Lenir’ e a ‘Lenir empreendedora’. A Lenir tem alguns amigos e pronto. Mas a empreendedora tem vários conhecidos. Às vezes, não estou com vontade de sair. Mas dependendo do lugar, vou sem desculpas: a empreendedora deve comparecer.

Para as mulheres que desejam empreender, eu digo: vá em frente. Existem os prós e os contras e é preciso ter determinação e foco. Mas conheci muita gente interessante pelo artesanato e pela feira e tive a oportunidade de ver outro mundo. Antes, quando alguém me perguntava o que eu fazia, tinha vergonha de dizer que fabricava sabonetes. Hoje, digo que sou artesã e tenho muito orgulho disso.

Para mim, o segredo é fazer o que gosta. Se você gosta, não é trabalho. E faz bem feito.

*Em depoimento a Camila Luz

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